Reorganizar o Brasil pelo coletivo. O conceito por trás do nome, das formas e das cores do Algoritmo da Democracia.
Conceito
Reorganizar o Brasil pelo coletivo
O A é o Brasil
A bandeira em pé, cortada ao meio: triângulo amarelo e meio globo azul.
A da estrela
Vazada no amarelo, mostra o vermelho do campo: a transformação vem de dentro.
Os D se encaixam
Dois blocos que se apoiam com o mesmo respiro. Indivíduo + indivíduo = coletivo.
O vermelho
O campo que liga tudo: a tradição de luta em que o grupo se reconhece.
A bandeira em pé vira o A
A bandeira, como ela é.
Em pé, na vertical. O corte passa no meio do losango.
Fica a metade de cima: triângulo amarelo e meio globo azul.
Sobre o vermelho, com a estrela vazada: o A do ADD.

Golpeie os brancos com a cunha vermelha
El Lissitzky, 1919. Na guerra civil russa, a cunha vermelha (os bolcheviques) rompe o círculo branco (os exércitos brancos). Só forma, cor e direção.
No ADD, o triângulo do A entra no globo. A cunha é o que entra na estrutura e a transforma.

O Brasil ressignificado pela ancestralidade
Em Okê Oxóssi (1970), Abdias Nascimento reconstrói a bandeira brasileira incorporando símbolos da cultura afro-brasileira. O arco e a flecha de Oxóssi atravessam a composição, enquanto a expressão “Okê” substitui o lema positivista. Uma nova leitura do Brasil, a partir de suas raízes africanas.
No ADD, essa referência representa a disputa pelo significado de Brasil. Ressignificar os símbolos nacionais é reconhecer as culturas historicamente marginalizadas como parte fundamental da identidade e da transformação do país.
Representatividade: quem sempre ficou de fora da imagem do Brasil passa a ser parte dela. É por isso que o ADD se vê nesse símbolo.
Como a marca se lê
A democracia não é um resultado pronto. É um sistema construído por todos.
Uma geometria brasileira
Marajoara
Cerâmica pré-colonial do Marajó, levada ao design moderno nos anos 1920 e 30. Esquema, não reprodução.
Semana de 22 e Antropofagia
Oswald de Andrade, 1928: comer a vanguarda de fora e devolver algo nosso. É o que fazemos com a URSS.
Concretismo
Grupo Ruptura, 1952. Módulo, repetição e progressão: uma regra simples gera o todo.
Athos Bulcão
Azulejos montados livremente pelos operários na obra. Daí vem o padrão embaralhado.
Vermelho no campo, Brasil no A
O campo que liga tudo: a tradição de luta em que o grupo se reconhece. É também a estrela vazada no A: a transformação vem de dentro.
O Brasil que se levanta: o triângulo da bandeira em pé, que vira o A. Na cunha, é o que aponta e entra na estrutura para transformá-la.
O globo da bandeira, o céu sobre o país. No padrão, é o fundo onde as peças se combinam: muitos elementos numa mesma estrutura.
Os D que se apoiam: indivíduo + indivíduo = coletivo. É a cor do nome e da escrita, o que é de todos.
Uma família, três pesos
Uma fonte geométrica, no espírito da Futura, com o A pontudo e as curvas redondas: a mesma lógica do símbolo. É a fonte do nome no logo e a letra de todo o portal.
Extra Bold: títulos
Semi Bold: apoio e legendas
Regular: texto corrido
Um algoritmo visível
- Regra: um módulo só. Quarto de círculo + triângulo sobre azul.
- Variável: cada peça gira ao acaso em 0°, 90°, 180° ou 270°.
- Resultado: nunca sai igual. Como a democracia, é construído peça a peça.
As peças do jogo
Cunha
Triângulo amarelo que entra num círculo ou bloco e aponta para a informação principal. Uma por peça.
Faixa de texto
Palavra de ordem curta em barra chapada, como nos quiosques de Klutsis. Barras de larguras diferentes, alinhadas à esquerda.
Democracia não vem pronta. Se constrói junto.
Direção de Arte por Paulo Henrique Gama